Meu Deus! quanto conteúdo por osmose em meu cérebro!
Já perceberam que a cada dia que passa, as pessoas estão com menos tempo para realizar suas tarefas convencionais e saírem atrás de conteúdo? É a tecnologia ubíqua saindo de filmes de ficção “like Jetsons” e saltando diretamente para sua residência, ou melhor, cotidiano. Iremos hackear seu cérebro com muita informação e entupi-lo de conteúdo. Sem que você perceba.
Se as pessoas nunca possuem tempo, como conseguem consumir mais conteúdo?
A resposta é relativamente simples: As pessoas não deixaram de consumir conteúdo, apenas estão recebendo estes conteúdos de forma fragmentada. Muito mais conteúdo, em cápsulas. O mais importante: “usuário requisita a informação”. Se eu quero saber apenas de futebol irei atrás de conteúdo de futebol. Não gostaria de saber nada de Britney Spears. Penso, logo, evito.
O usuário moderno (early adopter) já se acostumou a conviver conectado por diversos meios e diversas interfaces. Graças à mobilidade e ao mundo em que vivemos, onde você estiver você sempre estará apto à consumir conteúdo.
Uma simples caminhada em uma tarde ensolarada e eis que meu celular bipa. Recepciono a informação: era um SMS de um portal sobre esportes com informações sobre meu time. Eu optei por receber este conteúdo e me manter informado sobre meu time. Eu tenho o poder sobre a categoria da informação que gostaria de armazenar em meu cérebro.
O conteúdo é rei, o usuário é semi-Deus.
A penetração da Internet em quase todas as atividades humanas, especialmente após sua comercialização em meados de 1995, trouxe profundas transformações sociais.
Você deverá tomar muito cuidado com a enxurrada de informação que provoca na cabeça do usuário. Antigamente era “um em um”, reclamávamos para uma única pessoa. Hoje o usuário possui o poder de reclamar para o mundo todo, “de um para vários milhões”, de forma exponencial.
O usuário não apenas busca e consome conteúdo, ele está conectado e vivendo a realidade (além da Matrix).
Já se foi o tempo em que tínhamos de ir atrás da informação. Em alguns casos, éramos obrigados a consumir conteúdos atirados na nossa cara. Hoje em dia, além da informação que o “meu eu” requisita, há muita interação: leio, gostei? Comento, continuo gostando? Recomendo.
O ser complexo é multi-thread; capaz de realizar inúmeras operações e ações simultâneas. Meu filho nascerá com fones de ouvido “like iPod’s” em suas orelhas. O mesmo ocorre com a informação. O ser complexo possui facilidade em acompanhar conteúdos multimedia enquanto consome conteúdos textuais.
Ilustrar tudo isto que escrevi?
Neste exato momento, encontro-me em meu quarto, sentado na cama com MacBook no colo, escrevendo este artigo para ser publicado no livro do iMasters, conectado via wifi, com iphone ao meu lado direito. Na esquerda tenho uma visão da cidade de Curitiba, algumas antenas. Várias pessoas com celulares em seus ouvidos O que tudo isto tem em comum? Conteúdo, informação.